Uma aula prática online ao vivo para psicólogas que querem parar de depender de atividades prontas e começar a usar o brincar com mais intenção clínica
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Talvez precise aprender a olhar de outra forma para os jogos que já tem.
Na clínica infantil, é comum entrar em uma lógica que parece natural.
O problema aparece quando o recurso vira o ponto de partida.
A psicóloga entra na sessão sabendo qual jogo vai usar, mas sem clareza suficiente sobre o que pretende observar, qual habilidade está envolvida ou como aquela brincadeira será conduzida.
Em outros momentos, acontece o contrário.
Mas falta uma pergunta clínica organizando aquela experiência.
É exatamente sobre essa diferença que vamos falar nesta aula.
A diferença não está nas peças.
Um Jenga pode ser apenas um jogo.
Ou pode criar situações em que planejamento, controle inibitório, flexibilidade, tolerância à frustração, comunicação e outras habilidades aparecem.
A diferença não está nas peças.
Está no raciocínio de quem conduz.
Durante a aula, Carolina Rocha vai usar um único recurso para mostrar como a mesma brincadeira pode assumir funções completamente diferentes quando existe clareza sobre:
A lógica que costuma gerar insegurança começa assim:
Na aula, vamos trabalhar a lógica inversa:
O brinquedo aparece depois.
Porque o recurso não deveria ser o ponto de partida da sessão.
A criança é o ponto de partida.
Durante aproximadamente uma hora, Carolina vai utilizar o Jenga para mostrar diferentes possibilidades de condução clínica.
Como criar uma etapa anterior à ação e favorecer observação, antecipação e escolha antes que a criança simplesmente execute.
Como utilizar regras simples da própria brincadeira para criar espaço entre impulso e resposta.
Como aproveitar o momento em que uma estratégia deixa de funcionar para ampliar possibilidades de resposta.
Como não apagar imediatamente a frustração e utilizar aquele momento para ajudar a criança a construir respostas possíveis diante dela.
Como olhar além do comportamento e perceber quando uma situação dentro da brincadeira pode revelar uma habilidade que ainda precisa ser desenvolvida.
Como o mesmo recurso muda quando muda a intenção de quem está conduzindo.
Essa aula não foi criada para entregar uma lista de brincadeiras prontas.
Também não foi criada para dizer que determinado jogo serve para determinada habilidade.
Porque, se essa fosse a proposta, a dependência continuaria existindo.
A proposta da aula é mudar a pergunta.
Em vez de começar procurando uma atividade, você começa olhando para o que está acontecendo com aquela criança.
Imagine uma criança que age antes de pensar.
Outra que não consegue esperar.
Outra que insiste em uma estratégia mesmo quando ela não funciona.
Outra que abandona a atividade quando perde.
Outra que grita quando alguém faz algo diferente do que ela esperava.
Porque o que determina o uso clínico do recurso não é apenas o que está sobre a mesa.
É aquilo que a psicóloga está observando e o objetivo que orienta sua intervenção.
Para psicólogas recém formadas ou iniciando na clínica infantil e que ainda sentem insegurança diante da pergunta sobre o que fazer durante a sessão.
Para psicólogas que já têm experiência, mas ainda percebem uma dependência grande de atividades prontas, jogos específicos e ideias externas para estruturar o atendimento.
Para profissionais que já têm experiência clínica, mas percebem que o atendimento infantil exige uma forma diferente de observar, conduzir e utilizar os recursos da sessão.
Quando falta clareza sobre intenção clínica, uma estante cheia de jogos pode continuar parecendo insuficiente.
Surge a sensação de que falta mais um brinquedo.
Mas quantidade de recurso não substitui raciocínio clínico.
Quando o raciocínio começa a ficar mais organizado, os mesmos materiais passam a ser vistos de outra forma.
Um único jogo pode criar experiências diferentes dependendo da criança, da habilidade que está sendo observada e da forma como a psicóloga conduz a sessão.
Ao longo da aula, você vai acompanhar uma forma de pensar que passa por sete pontos.
Antes de interpretar, descrever.
Entender o que pode existir por trás daquele comportamento.
Definir aquilo que faz sentido desenvolver naquele momento.
Criar oportunidades dentro da experiência.
Escolher o brinquedo depois de compreender a intenção.
Definir quando intervir, quando esperar, quando ajudar e quando deixar a criança experimentar.
Pensar além do desempenho durante a brincadeira e considerar como aquela habilidade pode aparecer em casa, na escola, na rotina e nas relações.
Aula prática online ao vivo.
Quer assistir de novo depois? No pagamento, adicione a gravação da aula por 1 ano por mais R$ 20.
É sobre desenvolver um olhar que faça os recursos que você já tem começarem a fazer mais sentido dentro da sessão.
É sobre sair da escolha automática de atividades e começar a organizar a intervenção a partir daquilo que realmente está acontecendo com a criança.
É sobre perceber que brincar e intervir não são movimentos opostos.
O brincar pode continuar sendo brincar.
Mas a psicóloga pode saber por que está observando determinada situação, por que está fazendo determinada intervenção e qual habilidade aquela experiência pode ajudar a desenvolver.
No dia 20 de outubro, Carolina Rocha vai colocar um Jenga sobre a mesa.
O objetivo não será ensinar você a jogar Jenga melhor.
O objetivo será mostrar o que muda quando a psicóloga deixa de olhar primeiro para o brinquedo e começa a olhar primeiro para a criança.